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Muitas vezes, nos pegamos em situações nas quais estamos cobrando a perfeição de outras pessoas, preocupando-nos mais em apontar os erros do que analisar a intenção: Foi vontade de mudar para melhor? Uma iniciativa de quebrar os modelos engessados? Melhorar a rentabilidade? Aprimorar um processo? Ou simplesmente foi falta de capacitação, desobediência às regras ou à hierarquia? Comprometeu a imagem ou o resultado da organização? Foi intencional?

Isso é muito perigoso, tanto no campo profissional como no pessoal.

O famoso “errar é humano” é muito bonito, desde que não esteja escrito “herrar é umano”. Este é um grande exemplo, pois, escrito desta maneira, imediatamente deixamos de analisar a intenção e o sentido da frase e já saímos apontando o erro.

Se você acompanha ou já acompanhou programas de televisão do tipo reality show, voltados à escolha de um executivo, percebeu que não há espaço para o erro.

É claro que se trata, acima de tudo, de um entretenimento, mas não podemos simplesmente tomar as decisões da mesma maneira como são tomadas pelo âncora do programa e seus assessores. Principalmente em relação à forma contundente e às vezes muito agressiva e desrespeitosa no apontamento dos erros ou até da demissão.

Na "vida real" das empresas, sobretudo, devemos respeitar todos os colaboradores, principalmente quando formos tratar de erros cometidos por esses.

Devemos ter extremo cuidado ao lidar com essa situação, jamais deixando de lado a intenção da ação que causou o erro. Para além disso, devemos lembrar que estamos tratando de um assunto delicado com um ser humano.

Palavras como incompetente, irresponsável, amador ou outras expressões depreciativas não precisam ser ditas, afinal de contas, dependendo do erro cometido, já estão implícitas na conversa.

Além disso, devemos analisar o histórico das ações e a evolução das competências dos nossos colaboradores. Muitas vezes, um colaborador responde por um resultado cuja responsabilidade não era somente sua e que, talvez, nem estivesse capacitado para realizá-lo.

Não acredito que existam cargos nos quais o seu ocupante não precise mudar, inovar ou até mesmo sugerir pequenas alterações em algum processo.

Desta maneira, procure sempre estar rodeado de pessoas que, dentro dos valores da empresa, tenham a iniciativa de apresentar novas ideias... E são justamente essas pessoas que acabam errando... Para acertar de forma definitiva nas próximas tentativas.

No passado, as grandes descobertas e invenções foram precedidas de inúmeras situações que culminaram em erros, até mesmo históricos.

Thomas Edison, que criou o fonógrafo, a lâmpada elétrica, o projetor de cinema e ajudou a aperfeiçoar o telefone, nunca desistiu de um projeto. Tentava, errava e aprimorava. Talvez fosse esse o motivo pelo qual o seu professor não gostasse dele. Thomas dizia: “Não desanimo, porque cada tentativa errada descartada é outro passo à frente."

Se ele não tivesse tentado muitas vezes e aprendido com os seus erros, não teria sido um dos maiores inventores de todos os tempos. Era essa a sua intenção, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Por este motivo, tenhamos muito cuidado ao tomarmos uma decisão sem levarmos em consideração a intenção de quem cometeu um erro. 
 


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